Fome
Você comeu a rabanada que eu fiz;o bolo gelado que minha mãe fez;Bebeu todo o leite que estava na geladeira. Você comeu as memórias em meu jardim,a quarta-feira; os meus livros; a minha tez.Os pasteis na feira. Não há como…
Você comeu a rabanada que eu fiz;o bolo gelado que minha mãe fez;Bebeu todo o leite que estava na geladeira. Você comeu as memórias em meu jardim,a quarta-feira; os meus livros; a minha tez.Os pasteis na feira. Não há como…
É tétrico; é tântricoo “amor”em sânscrito.
Os meus barcos nãoancoram maisE qualquer chuvinhalava a tinta colorida desse cais Os meus olhos nãopadecem maisO corpo quenteacolhe o seio cinza e fugaz Os meus anjos nãome querem mais; gotas-plástico lá forae o barulho metálico da chuvaUrra e ais.
Coração craqueladochora todos os diasescorregando feito sabãoentre a sexta e o sábado. E a chuva?Se vierseca.
Tudo bemDurma bem, meu amorSou o Xeique mais feliz do mundoe só você é meu harém…